Não sou o tipo de pessoa que puxa assunto na fila do correio ou no elevador. Claro, dou bom dia, boa tarde e comento do calor de vez em quando. Mas não passo disso. Para lugares onde há espera (médico, dentista e afins) levo sempre meu livro para deixar claro que não quero muito papo. Assim, evito conversas desagradáveis sobre política ou sobre a minha vida sexual e amorosa – sim, porque se foi puta tem que falar de sexo em qualquer lugar, né? Não! Livro na cara e estamos resolvidos. Só que, em Alphaville [bairro da zona oeste de São Paulo], nem sempre é assim.

Minha sorte é que o pessoal daqui não costuma assistir RedeTV e dificilmente me reconhecem. Às vezes percebo uns olhares de dúvida, mas ninguém me aborda. Isso é um descanso pro Gerald, meu marido, que fica sempre preocupado se alguém vai ser inconveniente. E, acredite, há sempre alguém doidinho para ser inconveniente.

1 Comment

  1. Anelise

    19 de abril de 2017 at 10:34

    Lola, bom dia!

    Toda vez que encontro um escrito seu, me alegra. Acontece que esse eu terminei de ler e fiquei no vácuo, pensando: “mas acabou?”. Isso porque teus textos são ótimos, digo aqueles permeados por sensibilidade, divagações e minúcias humanas do cotidiano.
    Já pensou em escrever mais sobre essas reflexões? Teus textos não precisam trazer sempre o erótico para serem interessantes. Como tua fã, sinto falta rotina que tinhas neste blog.

    Um belo dia para você.

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